Pequena história
Imperfeitamente, admito, o cotidiano pequeno e sombrio, segue...paro, revejo e novamente percebo a minha incapacipacidade...mais fácil lidar com a dor alheia, física e fixa, segmentada, particular...suas conclusões prévias e concebidas de modo óbvio me assustam, faço um esforço imenso para não perceber nelas um fundo verdadeiro...mas não pergunto, inerte, arreativo, alheio a uma realidade que insisto em acreditar minha...real, ainda que com limitações... então busco e observo pedaços pequenos, tão fragmentados quanto o meu contato... método novo, talvez, desespero e turbulência contidos... restrição a tudo que poderia desencadear o processo, escorrendo, vermelho e vivo, avançando mais uma vez contra o olhar perdido do vazio e da solidão e, como se fosse possível e verdadeiro, essa música ocupa todos os meus espaços e me permito sonhar com dias tão precisos, claros de tão transparentes, memória, sem medo e sem sentimentos, sem julgamentos favoráveis ou não, apenas fatos, quase históricos e não vividos, sem receio da sua ausência ou da falta que ela poderia me trazer, sem medo, vivendo e admitindo que encontro as respostas em você, que as minhas perguntas são as mesmas, não desncessárias...
