ajs and blog
Sunday, November 28, 2004
Pós-plantão
El Deseo
De novo o prazer e o medo da aproximação. Gosto de pensar e penso em você, ainda que com muros e reservas. Vejo estrada, noite, álcool, olhares e solidão. As mãos vazias, seu gesto, seu gosto e a falta que posso ter dele. Não sei... como se não fosse e não pudesse ser...
tradução
Gosto destes novos elementos, sua linguagem precisa mas carregada de sub-textos...Já falei, não sei lidar com números... mas também gosto dos seus silêncios, dos seus dedos passeando pelas folhas verdes e também secas, dos seus olhos verdes desesperadamente tranquilos... então me perco nesses olhos e já não penso em palavras, linguagem clara e direta, símbolos ... mas é inevitável pensar no contexto, o momento dos dois, vem a vontade louca de arriscar, mas o medo paira, amarelo e pálido, paira... é assim que vejo...
Saturday, November 20, 2004
Você fala e eu penso
minha linha, meu limite
Céu de Brasília... traço do arquiteto...
Isso vai longe...
Viver
Muro vermelho
De volta ao único céu que pode me proteger... o céu... o recuo e o muro. Inevitável pensar em Sylvia "escorre pelo muro, e eu, sou a flecha
orvalho que avança e, suicida, de uma vez
se lança
contra o olho vermelho"
Será que é sempre assim? Então penso e vejo imagens, muros, orvalho, hesitação...
Acho que por isto sempre demorei para a queda contra o muro vermelho. Se corro, vejo o abismo
Me lanço no abismo e mesmo sob o susto
Deliberadamente consciente dos meus atos
Caio
No abismo da paixão...
Dia D
Depois de tudo isto, do álcool, da chance, da vez
Ainda não consigo, embora tente, e de novo, faço tudo ...
Novamente
Irreparavelmente
Espero que passe logo
Logo e longe, assim vejo e assim estão as coisas, dentro e fora de mim...
Wednesday, November 10, 2004
peso
Sob o peso das suas asas de metal dourado e carne, voava. Mas pesava e imaginava, então, uma era futura, onde os dias seriam diferentes, sem estes limites que hoje matam e intimidam sua vida... e então voaria mais e mais e cada vez mais alto e veria, novamente, que esta e todas as outras vezes, perdidas, como o nome indica, não seriam mais parte alguma da sua vida e, livre, poderia então voar...e voaria muito e cada vez mais alto até o ponto que todos os limites superados se fundem e não resta mais mágoa, rancor ou qualquer outro sentimento das suas outras vidas, passadas e sombrias e veria então a vida, apenas e tão somente a vida, clara e precisa como nunca jamais o fora e se perceberia vivo, cada vez mais vivo...
Thursday, November 04, 2004
pensando em M.
Não sei exatamente em qual momento deixamos de ser importantes.Mas confesso que ainda assim penso, e imagino se não poderíamos ter mudado tudo. Mas isto é passado e agora não faz mais sentido. Mas ainda assim penso e te imagino ao lado. Mas você muda e não precisa mais deste cuidado.Chove, penso novamente em você...menos em mim, talvez...
