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Wednesday, October 31, 2012

E, como em todos os dias, a saudade terrivelmente existente. Vontade de ouvir sua voz. Ouço seu riso nas outras crianças que vejo. Na alegria delas encontro seus olhos, seu rostinho, sua risada, seu jeito. É difícil, bem difícil...

Monday, May 17, 2010

Desenho

No meio das anotações esparsas, um desenho que você fez para mim. Você está aqui, em mim, em tudo. Saudade...

Monday, April 05, 2010

O tempo


Os dias seguem, intermináveis. Sinto e confirmo, na minha dor, as palavras de Krishna: "... nunca houve um tempo em que eu não tenha existido, nem você. Também não haverá qualquer futuro em que deixemos de ser". Então, pequeno, esta é a única certeza permitida: a de que sempre existimos um para o outro e de que continuamos, apenas momentânea e fisicamente separados. Fecho os olhos, ouço sua risada, sinto suas mãos brincando e você dizendo "... pronto, tirei sua voz". Muitas coisas já me foram tiradas...

Tuesday, March 16, 2010

Os dias e a ausência

Há seis meses estou sem você. Ontem, quando fui buscar a certidão, o papel que confirma para o mundo que você já não está aqui. Li e reli um monte de vezes aquelas palavras tão terrivelmente existentes: hemorragia pulmonar, leucemia linfoblástica aguda, cinco anos. Não adianta o mar azul do México, as ruas de Barcelona, as livrarias, os cafés. A única certeza é o vazio de um homem de trinta e oito anos que todo o tempo, todas as horas sente a sua presença. Te falei várias e repetidas vezes, te amo tanto meu pequeno. Como é difícil não ter você ao alcance dos olhos. Sinto falta de sua voz, do seu riso. Os dias... as coisas... a falta...

Wednesday, January 20, 2010

Sem resposta

Vendo aquele menino correr e brincar não pude deixar de pensar que esta alegria me foi tirada. Não segurei o choro, chovia, não distinguia as lágrimas da chuva molhando meu rosto. Penso continuamente em você, sinto saudade. Os dias são intermináveis, a medida do tempo é outra, pré e pós dor. Apenas isto, a dor. Me esforço para seguir a rotina e aceitar a ausência de respostas. Este é o meu modo, sem perguntas, sem esperar respostas.

Tuesday, December 15, 2009

"...if tomorrow never comes..."

Contemplo a minha vida, do alto, bem longe, como se não fosse minha. Objetivamente constato: a saudade substituiu o sonho. Continuo mecanicamente, pura repetição, igual, vazia. Na ausência, a dor insiste, permanece, não adianta, não vai passar.

Thursday, December 03, 2009

Definição

Da minha janela, a visão da chuva que, aos poucos, escurece e cobre a cidade. Apenas um homem cheio de saudade, um cigarro nas mãos, o olhar perdido em busca de respostas.