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Wednesday, March 30, 2005

Pós palavra

Pós palavra... suor de cama... palavra do corpo, palavra e corpo... tudo

Thursday, March 24, 2005

Insisto

No meio das retas percebo curvas sinuosas. Mas a súbita escuridão e o medo... então vejo, aqui ao lado, suas mãos, a vontade de atravessar juntos... mesmo sem luz percebo que conheço o caminho... paramos e vejo longe, muito à frente, você já não identifica... continuo e já não creio em trevas, luz, ausência e equilíbrio... medo da falta, do pós... é mais fácil lidar com a inexistência. Mas sem certeza de nada, insisto...

Monday, March 21, 2005

Aceso e seco...

Como num susto, me vi hoje pensando em você... sensação vaga e confortável... não sei quem é, o que poderá ser... mergulho rápido no seu mundo, as imagens recorrentes de ontem, o meu cigarro tenso e contínuo, o café, o porto... a conversa hoje, mais tranquila, uma certa familiaridade, os pontos de tangência, referências próximas, suas fotos, seu discurso e a falta que posso ter dele... estou aqui, aceso e seco...queimando e admitindo... você pergunta se ainda acredito... nervosamente desconverso, concluo que sim... sim... acredito, e mais que isto, quero acreditar, mais e mais, o que me assusta... melhor assim... admito que penso e que gosto de pensar... você...

Thursday, March 17, 2005

No meio...

No meio da tarde cinzenta, escura, escorrem traços rubros e sanguíneos, sensação de vida iminente... não mais perigo, reclusão ou ausências insuportáveis. Travo dialógo referencial, pausa, café, cigarro, óculos escuros, percepções, projetos... saem palavras menos amargas... melhor assim... volto com a sensação de conforto, de que realmente vale , ainda não o conheço o que é necessário, mas já excluo o que não faz nem traz sentido...

Friday, March 11, 2005

P. C : animal triste...

Prevaleceu o que ainda resta de racional, de equilíbrio, vago orgulho de quem está aprendendo a ter amor próprio. Nunca uma recusa me deixou tão feliz...passei toda a tarde pensando e finalmente entendi que, definitivamente, nada nos une... diferenças tão grandes que nem sequer nos vejo como paralelos... fria tangente. Depois da proposta... confirmação das minhas vagas suposições...imagino como eu ficaria mal se houvesse concordado com isto... nunca busquei tal tipo de coisa e mesmo em nome da carência e da fragilidade que agora hospedo, não agirei assim. P. C. animal triste... não, não quero assim... prefiro o nada, admito...

Thursday, March 10, 2005

Frio...

Como num retrocesso contínuo, motor parado. Recolho fragmentos e insisto em criar, com eles, uma nova possibilidade. Nego acesso, vc insiste, vence a resistência. E como se não houvesse mais tempo a perder, meio impaciente, meio ausente, aceito... e me arrependo... constato claramente que ainda não sei lidar com tudo isto. E então repenso, repenso e mais uma vez caio fora... desculpa mas eu também estou aprendendo a usar... como os outros... vc não entende as minhas limitações e o quase desejo que resultou nisto (real?)... ambivalente, hipoafetivo, ou como vc prefere denominar: confuso, denso, frio e amargo... frio brilho nos olhos, travo qualquer contato. Melhor assim... afinal todo o peso é relativo e eu prefiro o sustentável... que, especificamente, não é você, nunca disse e nem pensei o contrário... Vc tem um discurso cheio de pequenas ressalvas, posições e decisões que considero apenas equivocadas, e num arroubo da racionalidade que insisto em possuir, fecho as portas e tento te explicar como apenas mais uma questão puramente semântica... e existencial...

Sunday, March 06, 2005

Parado, existo, admito...

A inesperada constatação de que sua presença ainda me incomoda. Não entendo tanto sofrimento por um fato já passado. Talvez pelo significado... talvez esta tenha sido uma dentre muitas histórias, talvez pela percepção de que tudo aquilo realmente não existia, teria sido mais um dos meus sonhos inacabados? uma mentira que eu tentei transformar em verdade? me deparo com uma realidade que é áspera, seca e vazia. Por outro lado, a suavidade antes experimentada não era real e isto eu noto apenas agora. Queima, meus dedos queimam e buscam uma agilidade necessária para registrar tudo. Tenho medo da falta do sonho, da falta de vontade, da busca... não sei o que pode ser mais difícil, a falta ou a descoberta de que ela continua, de que tudo não passa de mais uma escolha (?) equivocada. Lá fora o mundo parece tranquilo, acordei, um café e é inevitável pensar nisto. Pela janela percebo o meu temor e o receio de enfrentar o mundo lá fora. " La ville est tranquile". Aqui dentro já não sei... sentimentos confusos, misto de saudade e mágoa. Continuo parado, assim existo e já não penso... calado...

Thursday, March 03, 2005

Fotografia II

Gosto destas manhãs cinzentas, quase frias. Saio meio atordoado do plantão, metade cansaço, metade saudade... inevitável pensar naqueles dias... um café amargo, o primeiro cigarro, o primeiro dia... então resisto, reluto e insisto no fato de não mais buscar referências... melhor assim, mais tranquilo e já sem arroubos de melancolia, saudade, tristeza ou qualquer coisa assim. Imagino que esteja bem e isto me conforta... estão parados os meus desejos no semáforo das suas vontades...

Wednesday, March 02, 2005

Absent....

"...Il y a toujours quelque chose d'absent qui me tourmente". Então é assim que as coisas são, estão .... meia hora, uma não sei mais. Foi suficiente para a desestabilização...Relativa fragilidade... a necessária fuga... realmente não devíamos insistir na tentativa de comunicação. Fico pior... por mais que tente explicar, você jamais entenderá. Por isto, apenas por isto, ajo deste modo. Talvez num futuro você perceba... até lá só peço que respeite a delimitação... limitação... ação... fico quieto, espero passar...