Parado, existo, admito...
A inesperada constatação de que sua presença ainda me incomoda. Não entendo tanto sofrimento por um fato já passado. Talvez pelo significado... talvez esta tenha sido uma dentre muitas histórias, talvez pela percepção de que tudo aquilo realmente não existia, teria sido mais um dos meus sonhos inacabados? uma mentira que eu tentei transformar em verdade? me deparo com uma realidade que é áspera, seca e vazia. Por outro lado, a suavidade antes experimentada não era real e isto eu noto apenas agora. Queima, meus dedos queimam e buscam uma agilidade necessária para registrar tudo. Tenho medo da falta do sonho, da falta de vontade, da busca... não sei o que pode ser mais difícil, a falta ou a descoberta de que ela continua, de que tudo não passa de mais uma escolha (?) equivocada. Lá fora o mundo parece tranquilo, acordei, um café e é inevitável pensar nisto. Pela janela percebo o meu temor e o receio de enfrentar o mundo lá fora. " La ville est tranquile". Aqui dentro já não sei... sentimentos confusos, misto de saudade e mágoa. Continuo parado, assim existo e já não penso... calado...

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