Muro vermelho
De volta ao único céu que pode me proteger... o céu... o recuo e o muro. Inevitável pensar em Sylvia "escorre pelo muro, e eu, sou a flecha
orvalho que avança e, suicida, de uma vez
se lança
contra o olho vermelho"
Será que é sempre assim? Então penso e vejo imagens, muros, orvalho, hesitação...
Acho que por isto sempre demorei para a queda contra o muro vermelho. Se corro, vejo o abismo
Me lanço no abismo e mesmo sob o susto
Deliberadamente consciente dos meus atos
Caio
No abismo da paixão...

1 Comments:
Jogar-se no abismo da paixão é lindo, e nem sempre é só um abismo, precisamos aprender a bater nossas asas (todos as temos), sem medo de esborrachar-mo-nos no chão ao pular. Pois é muito bom sentir aquele frio na barriga assim que a gente pula, e vê a infinidade de coisas no horizonte, mesmo que a gente nunca chegue lá efetivamente! Beijos do Marko
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