Agora!
Claramente aviso que este aparente encantamento e o desejo que ele produz, serão breves, frustos, como tudo o que até agora fizemos. Não desejo continuidade, produtividade ou qualquer outra coisa que tente superar o conceito mais dolorosamente existente: o tempo. Não espero, nada quero, não insisto, não busco eternidade... Gosto das águas violentas que derrubam as margens e espalham toda a terra pela frente. É o oposto do lago tranquilo que visualizas... Não suportaria tais limites... a minha vontade e talvez necessidade, é dar vazão ao caos e à desordem... a fumaça do meu cigarro te incomoda, assim como a sua aparente calma... preciso de velocidade, vertigem, mergulhos profundos em mim e nas minhas palavras. Sinto tudo isto e é maior que pura escolha... tudo é e está assim... sem lugares definidos, sem ordem pré-estabelecida, acontecendo... vivos... aos vivos... por isto não consigo responder suas perguntas... futuro... o que é isto? Só entendo o agora... que até pode ser eterno, mas agora...

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