Paseabase el Rey moro...
Insônia, madrugada alta. Penso em ciclos, talvez círculos, sem idéia de continuidade mas também sem término. Presencio, existo, preciso e respeito escolhas... talvez por isto a finalidade do fim do ciclo, seco, quase áspero. Ouço a Paseabase el Rey moro... novamente as escolhas invadem minha cabeça, um exílio talvez fosse mais fácil ou pelo menos suportável. É difícil entender tamanha indecisão, a sua, o meu medo e o meu temor de outras vezes... repetidas... na verdade não há tanta diferença nestes momentos, o seu, sua perda, seu medo, sua dúvida, seu temor, a falta de conhecimento que percebes e persegues como justificativa para o receio... mas eu também vejo as coisas assim e , apesar do imenso prazer, do seu cheiro que busco pela casa, da lembrança de sua voz, do seu olhar, dos olhares que trocamos no carro, da chuva incessante que inunda a cidade e a minha cabeça, do cinza que cerca e persiste, vejo a possibilidade...Questão de peso ou medida, ou tempo ou nada disto. Percepção, algo vago e subjetivo, numa linguagem que não conhecemos... Ah, essa música que ocupa todo o meu espaço, onde percebo um pequeno Deus, quase tão real que pareço tocá-lo, nos quatro cantos e então vejo... perspectivas, sonho e desejo, ainda...

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