Peace on mind...
Tudo isso é resultado da conversa anterior. Volto à dor, visita indesejada... retomo àqueles dias, mas não sinto novamente, outra história...e ironicamente rio da estupidez alheia, sempre alheia, ao sofrimento próprio, percebo que parece mais fácil delimitar e classificar o outro, o intermédio ... não quero mais assim, não preciso disto... eles não entendem nada, não estão no trem que já começa andar... pegam um pedacinho da história e criam outra, confabulação pequena, sombria, pequena mesmo. Decido então, quebro e afasto, como antes, trituro o que não faz nem traz sentido...

1 Comments:
tempestade
ironicamente rio
da estupidez alheia
inundada de ironia
que deságua neste rio
alheio a mim...
sim senhor,
percebo que parece mais fácil delimitar e classificar o outro.
sim senhor,
o bebida alcoólica consegue liberar desejos
que a vida tenta esconder
e que poderiam surgir naturalmente,
pois o homem é apenas um instrumento
que manipula a palavra e vai dando forma e sentido
aos silêncios em conservas
dentro da alma.
e vai moldando em baforadas fonéticas sua voz
e soprando-lhe nas narinas,
às vezes consegue um discurso,
que por ser tão lógico tritura o que não faz nem traz sentido,
mas há uma amargura para ser revivida
sobre a ferida
onde
sobre-me a ferida
e eu afio facas
e tenho uma fé quase cega
quando bebo toda a tempestade
antes que escorra
para este mesmo rio
alheio a mim...
Jorge Luiz Freneda
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