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Monday, September 21, 2009

Agora

Então pequeno, hoje, novamente, as palavras do Drummond: "durante muito tempo imaginei que ausência é falta, e lastimava, ignorante, a falta. Hoje não a lastimo, não há falta na ausência. Ausencia é um estar em mim. E sinto tão presa, aconchegada em meus braços, que canto e danço e rio e invento exclamações alegre. Porque essa ausência, essa ausência assimilada, ninguém a rouba mais de mim". É assim que vejo, meu amor. Você ausente. Na minha cabeça, no meu olhar, na minha voz, no meu corpo, nas minhas mãos, nas coisas que vejo, nos sons que ouço...você está em absolutamente tudo... e foi tudo tão rápido, não sei se tive tempo de dizer tudo a você, se respondi tudo que você perguntou... mas estou aqui, minha vida é sua, você vai continuar junto. Revi suas coisas, seus livros, seus cadernos, suas histórias. Como seria bom chegar em casa, abrir a porta e receber seu sorriso, seu beijo, seu abraço... estendo as mãos vazias... sei que, bem lá no fundo, uma certeza me diz que você toca nas mãos que vejo vazias e quase posso sentir seu calor, ainda não sinto nem percebo pois sou ignorante, ainda não sei olhar, apenas cumpro minha função biológica de ver... mas no outro tempo que não é nem passado nem presente e também futuro, onde não serei tio mas amigo, irmão, pai, filho,estaremos juntos, sem qualquer espécie de limite ou determinação, sem prazo de validade, sem viagens e sem retornos longos... saudade meu pequeno, saudade de você... que seja breve esta separação é tudo que posso pedir agora...

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